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Anita Lino - Peniche


Nome: Anita Lino

Alcunha: -

Data de Nascimento: 15 de Janeiro de 1978

Naturalidade: Canadá, naturalizada portuguesa. Nasci no Canadá e vim para cá aos 6 anos

Anos de Bodyboard: 11 (desde o primeiro encontro feminino de bodyboard da Dora Gomes, em 1997)

Competição ou free-surf: A competição dá-nos forças para evoluirmos. O free-surf é mais descontraido podemos escolher os amigos, onde vamos surfar as melhores horas da maré, etc…

Apoios/patrocínios: Tenho o apoio das marcas Waterline, Kpaloa (Surfoz)e Smith. A Herbalife é a marca que mais me tem apoiado e que fez de mim o que sou hoje. Represento também o clube onde trabalho o Balance Club e sem ele não seria possível trabalhar na zona de casa perto do mar para poder conciliar os treinos com o trabalho.

Spots onde surfas: Supertubos, Molhe Leste, Lagido, Cantinho da Baia, Belgas e Areia Branca.

Onda favorita: Molhe Leste, uma direita muito especial... Quando dá Molhe Leste ninguém dorme, é uma onda espectacular!

Manobra de eleição: ARS

Viagens realizadas: Paris (2X), Amesterdão, Mundaka, Biarritz, Nice, Barcelona, Ferrol, Andrin ( Lhanes) Lacanau, Atlanta ( EUA), Galiza ( Salinas) e Tanger (Marrocos).

Viagem de sonho: Hawaii, Indonésia e Maldivas.

Fonte de inspiração:
Internacional: Guilherme Tâmega e Neymara Carvalho; Nacional : Catarina Sousa e Hugo Pinheiro

Momento mais marcante enquanto bodyboarder: São marcantes aqueles dias no Supertubos, offshore, metro e meio a dois, a cuspir tubos uns a seguir aos outros.



Anita Lino é um nome recorrente no panorama do bodyboard nacional. Conversámos com esta atleta activa, viciada em ondas, que adoptou as praias de Peniche como suas, e ficámos a conhecer um pouco melhor o seu percurso como bodyboarder.


Olá Anita, para começar, gostava de saber como é que o bodyboard entrou na tua vida? O que te atraiu para a modalidade?
O que me incentivou inicialmente foram as revistas, os recortes... alguns amigos da escola faziam bodyboard e eu quis experimentar... Também experimentei o surf mas não achei muita piada. Pode ter sido por ter começado em Supertubos e não ter conseguido fazer ondas! (risos) Actualmente tenho uma longboard para os dias de 30 centimetros (risos)

Como foi o teu início na modalidade?
A primeira vez que fui para a água foi um grande "filme"... (risos) O meu início no bodyboard não foi fácil: desde pedir material emprestado, deixá-lo num sítio e alguém o deitar fora, a ter sido puxada por uma corrente e ter deixado de fazer bodyboard durante dois anos... aconteceu tanta coisa...

E o que te fez regressar ao bodyboard?
Ao viver perto do mar com as condições que nós temos para a modalidade, é difícil resistir! Ao acordarmos de manhã parece que vivemos num parque de diversões só temos que ver para que lado está vento e irmos ao seu encontro (ondas)! (risos)

Quando estás no mar, numa onda, no que vais a pensar?
Quando vou surfar o objectivo é descontrair mas muitas vezes como estamos envolvidos pela natureza, pelo ambiente, conseguimos reflectir e temos boas ideias. No mar, vêm as melhores ideias é uma grande inspiração. Quando vou numa onda, geralmente, vou concentrada no que estou a fazer, não penso em nada, vou a aproveitar o momento.

O que é um mar perfeito para ti?

Gosto de ondas compridas para manobrar à vontade, mas também gosto de ondas explosivas que só dão para uma manobra show.

De que modo é que o bodyboard influencia a tua vida?
O bodyboard influencia tudo na minha vida... tudo gira à volta do bodyboard. Até pode parecer um bocado de egoísmo mas as pessoas à minha volta já sabem...

O bodyboard está na tua vida há muito tempo, destacas a participação em algum campeonato?
Gostei muito de, há dois anos, termos ido todos para Espanha e França e passámos lá muito tempo. Participámos em três provas, Ferrol, Sopelana, Llanes, passámos muito tempo juntos e a competir. Foi muito giro! Gostei muito!

Em que competições pretendes participar este ano?
Este ano só participarei nas provas de território Nacional visto estar dedicada ao meu trabalho como instrutora de fitness e não me querer ausentar.

Participaste como monitora no Garnier Boogie Chicks 08 e foste uma das vencedoras do prémio Boogie Chicks Carreira pela assiduidade nos eventos. O que representa essa "distinção" para ti?
Este prémio oferecido por Catarina Sousa e Teresa Duarte foi recebido com muito carinho. Não tenho andado na minha melhor forma competitiva devido ao facto de viver um pouco afastada do mar por motivos profissionais. Este ano tudo mudou com o meu encontro com os clubes Balance e Equilibrio. Quero assim agradecer ao Pedro Simão, o responsával pelo meu regresso. Agradeço também à Catarina e à Teresa por tudo o que têm feito pelo Bodyboard feminino e às minhas alunas do evento que estiveram lindamente. Aproveito para marcar encontro para o ano que vem! E viva o Boogie Chicks!

O que achas que é preciso ser feito para haver mais miúdas dentro de água?
Humm... O Boogie Chicks! (risos) Não há nada melhor que o Boogie Chicks para meter as miúdas dentro de água! E é muito importante os clubes locais criarem competições femininas mesmo que não se reúnem muitas, pois assim podem começar.

Deixa uma mensagem às miúdas que vão ler a entrevista...
Praticar Bodyboard é muito especial desde o momento em que molhamos os pés, temos sensações únicas e até que saimos muito cansadas com fome e satisfeitas.
Mas para teres sucesso tens que o encarar como um desporto do todo o ano, pois as melhores ondas são no Inverno e é ai que vivemos intensamente o Desporto e nos desenvolvemos.

Sucesso para todas e encontramo-nos no próximo Boogie Chicks!


Obrigada, Anita, pela entrevista.
Boa sorte e felicidades!
boogiechicks.com
(entrevista realizada em Setembro de 2008)


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