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Catarina Sousa - Portugal


Nome: Catarina Vilarinho de Carvalho Machado de Sousa

Data de Nascimento: 22 de Abril de 1977

Naturalidade: Portuguesa, Lisboa

Anos de Bodyboard: 12 (1993)
(fui ao 1 encontro de bb feminino e depois comecei a surfar mais tarde para aí em '94)

Competição ou free-surf: Competição

Apoios/patrocínios: Roxy, Eastpak, Escola BOOGIE CHICKS

Spots onde surfas: Carcavelos, Guincho, Praia Grande e Ericeira

Onda favorita: St. Leu (Ilha Reunião) talvez, ou Padang Padang (Indonésia) e Pipeline (Hawaii)

Manobra de eleição: Tubo

Viagens realizadas: Hawaii, Indonésia, Venezuela, França, Espanha, Ilhas Reunião, etc.

Viagem de sonho: Tahiti

Fonte de inspiração (bodyboarder):
Neymara Carvalho

Momento mais marcante enquanto bodyboarder: Talvez, quando ganhei o mundial na Venezuela (última prova do Circuito Mundial de BB de 2005).


Dizem que "os Homens não se medem aos palmos" e Catarina Sousa mostra, em cada evento em que participa, que não há ditado mais verdadeiro. Persistente e cheia de energia, Catarina, a Grande, entusiasma-nos com a sua paixão pelo bodyboard. Pedimos-lhe que recordasse o seu início na modalidade, que falasse dos seus sonhos e objectivos dando pistas para o futuro.


Começaste a praticar bb na Ericeira com o teu primo. Que recordações guardas dos teus primeiros momentos enquanto bodyboarder?
Sinceramente imensas... principalmente quando desci a primeira onda e tive a certeza que era este o desporto que queria fazer para o resto da minha vida.

Quando é que te apercebeste que o bodyboard ia ganhar uma importância tão grande na tua vida?
Apercebi-me disso aos 19 anos, após uma lesão em que estive 4 meses parada por ter fracturado a tíbia. Senti que era um desporto que gostava muito, ao qual queria dedicar-me de corpo e alma. Por isso, também, aos 19 anos mudei de curso (Eng.ª do Ambiente) para Educação Física, porque queria aprender a ser uma atleta.

Sendo uma actividade que ocupa a tua vida há tanto tempo, de que modo o Bodyboard te mudou ou influenciou como pessoa?
Talvez me tenha influenciado a ter um estilo de vida saudável, aprender a viver com as dificuldades e os obstáculos que nos aparecem ao longo da vida e também a aceitar e aprender os diferentes modos de vida de cada país por onde já passei.

Como foi a passagem do free-surf à competição?
Nunca me considerei free-surfer, porque mal comecei a fazer bodyboard comecei logo a entrar em competições. No entanto, as grandes dificuldades com que nos deparamos ao longo dos tempos são a angariação de patrocínios para podermos participar em todas as competições desejadas. Para viajar dentro do país não é necessário muito dinheiro, mas as etapas do mundial no Hawaii ou na Austrália acabam por muito dispendiosas.

Quais são as grandes diferenças que encontras entre o circuito nacional e as provas no estrangeiro?
Neste momento, penso que a maior diferença é a competitividade, pois lá fora acabo por ter mais adversárias. No circuito nacional ainda somos poucas, apesar de termos bom nível no circuito.

Por falar em Circuitos competitivos, vais correr os três circuitos (nacional, europeu e mundial) como o ano passado?
Sim...

Quais são os teus objectivos em relação a 2008?

Os meus objectivos são sempre dar o meu melhor... tudo o resto virá por acréscimo. Dedico grande parte do meu tempo, desde há muito tempo, ao Bodyboard e os frutos hão-de aparecer.

Qual é a etapa do WWT em que estás mais entusiasmada por competir? Porquê?
Talvez Portugal, pois é uma etapa em casa e estou há 12 anos a sonhar com um lugar no pódio em Sintra. Quem sabe se um dia mereço lá estar! (risos)

Para além da competição, tu dedicas muito tempo e entusiasmo à divulgação e crescimento da modalidade através da organização do BC e dando aulas na escolinha BC. De onde vem toda essa energia? É difícil conciliar todas as tuas actividades?
Difícil é sempre, pois são bastantes coisas ao longo da semana. Faço o que mais gosto e, só por isso, consigo todos os dias encontrar energia para o fazer. Mas sem dúvida que há momentos que apetece tirar férias… (risos)

O Boogie Chicks é um evento que faz muito pelo bodyboard. Qual a tua opinião acerca do bb feminino actualmente? O que falta para o bb feminino crescer no nosso país? O que poderia fazer uma efectiva diferença?
Actualmente, vejo muitas raparigas na água, mas gostava de ver muitas mais e a participarem nas actividades dedicadas ao desporto. Talvez falte mais divulgação, mais empenho da parte de todas as miúdas, quer dentro e fora de água.
Para fazer a diferença talvez um patrocinador que acredite no nosso projecto e apoie a modalidade, nomeadamente no feminino, e nos faça crescer.

Qual é o futuro do projecto Boogie Chicks? Podes revelar-nos algum segredo?
Para futuro temos muitos projectos, mas uns de cada vez e devagar. Pois como diz o ditado, devagar se vai ao longe. Posso já transmitir que este ano haverá muitos dias para curtir com as Boogie Chicks nas praias.
Fiquem atentas pois começa já em Junho!

Quando fores lembrada por uma coisa na História do Bodyboard, o que gostarias que fosse?
Não sei... Não pretendo ser lembrada, apenas pretendo fazer algo pelo desporto... Hmm... talvez como uma pessoa que nunca desistiu de acreditar no bodyboard e no seu potencial, quer como atleta, quer como impulsionadora da modalidade.

Para terminar, deixa-nos uma mensagem final
Nunca desistir é o lema…


Obrigada por falares connosco! Que este início de ano inspirado assim se mantenha!

boogiechicks.com
(22 de Abril de 2008)


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