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Héloïse Bourroux - França


Nome: Héloïse Bourroux

Data de Nascimento: 19-05-1978

Naturalidade: Lille (Norte de França)

Anos de Bodyboard: 16 (desde 1991)

Competição ou free-surf: Competição

Apoios/patrocínios: Rip Curl, Orange, Cool Shoe Corporation, Primo Boards, OGM (Capbreton Bodyboard Shop)

Spots onde surfas: Hossegor – Seignosse - Capbreton

Onda favorita: Seignosse (les Estagnots) France e Port-Louis (Guadeloupe)

Manobra de eleição: rollo

Viagens realizadas: Austrália, Hawaii, Portugal, Espanha, Ilhas Reunião, África do Sul, Perú, Brasil, USA (California), Bali, Irlanda, Marocos, Venezuela, Japão

Viagem de sonho: Tahiti (vou fazê-la no próximo mês de Março...)

Fonte de inspiração (bodyboarder):
Neymara Carvalho

Momento mais marcante enquanto bodyboarder: Quando ganhei o meu primeiro título europeu na Irlanda (1997).


Com Pipeline (Hawaii) como pano de fundo, entrevistámos Héloïse Bourroux. a conceituada bodyboarder francesa.


Héloïse, podes apresentar-te? Fala-nos de ti, quais são os teus sonhos e ambições?
Comecei a praticar bodyboard em Guadalupe, onde vivi durante 15 anos. Lá há boas ondas para começar, água quente, é perfeito. Mas quando comecei a competir no Tour Mundial, mudei-me para França e passei a viver lá. É mais fácil viajar e treinar em ondas diferentes.
Entretanto, desde há um ano e meio, comecei a trabalhar para a Rip Curl como gestora de produto dos fatos (wetsuits). É um bom emprego e eu gosto do trabalho que faço.
Quanto às minhas ambições, antes de parar de competir, eu queria muito ganhar o WWT (Campeonato Mundial Feminino). Mas talvez 2007 seja o meu último ano de competição. Logo se vê...

Como chegaste ao bodyboard? Alguém te influenciou a iniciar a prática deste desporto?
Toda a minha familia gosta do mar.
O meu irmão é um bom windsurfer, um bom atleta. Com ele, eu e minha irmã começámos a praticar windsurf e depois surf. Depois, para não praticar o mesmo desporto que a minha irmã, passei para o bodyboard. Gostei desde o primeiro momento e nunca parei...
Quando as ondas estão pequenas, faço surfboard. É muito engraçado, tens sensações diferentes.

O teu percurso é impressionante. És uma bodyboarder reconhecida mundialmente, alcançaste muitas vitórias e estás no Top 5 Mundial há vários anos. Quando recordas todos estes anos de bodyboard e vês o nível que atingiste, o que pensas?
Estou contente com os meus resultados. Eu gosto de competir: o meu nível sobe quando estou num heat, é uma boa motivação para mim.
Recordo que, no início, sonhava viajar para todo o mundo para competir. Os sonhos tornaram-se realidade.

Como é que chegaste a um nível tão alto? Qual é o segredo para se ser campeã?
Muito treino em ondas diferentes. No início, eu trabalhei muito a minha técnica (quando estava em Guadalupe, era muito fácil treinar essa parte lá. Agradeço a Emeline, a minha treinadora.) Agora tenho uma boa técnica por isso, trabalho para adaptá-la às diferentes ondas.
Penso que o entusiasmo também é muito importante. Disse para mim mesma: "se um dia, não estiver feliz a competir, se isso me aborrecer... é tempo de parar". É muito importante divertirmo-nos.

Como dissemos, já foste campeã nacional e europeia várias vezes, qual a tua motivação para continuares a competir?
Eu gosto de competir e tenho bons resultados. A competição é uma boa maneira de evoluir... o teu nível sobe. Além disso, eu gosto de viajar. Principalmente, durante o Inverno, quando está frio em França. É perfeito sair por uns dias, para surfar em águas quentes, com bom tempo!

E quais são os teus objectivos para o próximo ano?
Vencer o ETB,
Vencer o WWT,
Conquistar o título Europeu.

Muita gente pensa que vives na “boa vida”, viajas pelo mundo, surfas, viajas de novo… quais são as tuas dificuldades?
É bastante dificil porque não ganhamos muito dinheiro. É dificil encontrar patrocinadores que te apoiem porque somos raparigas e praticamos bodyboard. Comecei a trabalhar para ganhar dinheiro para o dia a dia, porque não se consegue viver só do bodyboard. E quando trabalhas, torna-se mais dificil ter tempo para treinar, viajar... é assim...
Outra dificuldade é viajar sozinha. Sou a única francesa no WWT e, às vezes, é muito complicado estar só. Por isso é que eu digo, é muito importante divertires-te, senão não consegues aguentar.

Qual é a tua opinião acerca do nível das miúdas do bodyboard hoje em dia? O que achas que é preciso acontecer para a modalidade crescer?

Há um bom nível, em particular na Europa. Repara, estamos quatro raparigas europeias no Top 10 Mundial onde, há uns anos atrás, eram só brasileiras. Fico muito contente que assim seja.
É importante desenvolver o nosso desporto. Precisamos de encontrar um bom patrocinador que apoie esta modalidade e desenvolver a parte FEMININA do bodyboard. Promover eventos só para RAPARIGAS. Para mim, o bodyboard é um bom desporto para as raparigas.

Conheces o projecto Boogie Chicks? Qual é a tua opinião sobre o conceito?
Sim, conheço. Acho que a Catarina está a fazer um bom trabalho na divulgação do nosso desporto em Portugal. Parabéns!

Para terminar, qual é a pergunta que nunca te fizeram e que mais gostarias de responder?
Não há nenhuma.

Uma última palavra?
Eu gostaria de agradecer a todas as pessoas que me ajudam a ser uma boa bodyboarder:
- Ao David, o meu namorado, ele apoia-me e ajuda-me imenso,
- À Emeline, a minha ex-treinadora,
- À minha mãe, ela apoia-me,
- Ao meu pai, ele ajuda-me.
- À Camille, “dedo no nariz” (“finger in the nose”).

Agradeço também aos meus patrocinadores: Rip Curl, Orange, Cool Shoe Corporation, Primo Boards, OGM (Capbreton Bodyboard Shop).


Obrigada por esta entrevista e boa sorte para o próximo ano!

boogiechicks.com
(entrevista realizada a 16/01/2007)

Podes visitar o site da Héloïse em:
http://www.geocities.com/bodyboardprogirl/index.html

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