Luz Marie Perez - Porto Rico

Nome: Luz Marie Grande Perez
Alcunha: Lola
Data de Nascimento: 17 de Outubro de 1986
Naturalidade: Porto Rico
Anos de Bodyboard: 8 (desde 2001)
Competição ou free-surf: Free-surf
Apoios/patrocínios: Wahine, Custom X, Recreacion y Deporte de Puerto Rico
Spots onde surfas: Margarat
Onda favorita: Margarat, Hallows, Mingos, Pipeline, Zicatela, La Caja, Colorada
Manobra de eleição: tubo
Viagens realizadas: Hawaii, México, Panamá, Chile, Austrália, Brasil, Venezuela, Republica Dominicana, Portugal, Espanha, França
Viagem de sonho: Tahiti
Fonte de inspiração: Neymara Carvalho, Karla Costa-Taylor, Eunate Aguirre, Marina Taylor, Guilherme Tâmega, Dave Winchester, Mitch Rawlins
Momento mais marcante enquanto bodyboarder: A final de Pipeline, em 2009.
Luz Marie Perez de Porto Rico foi a vencedora da primeira etapa do Circuito Mundial de Bodyboard 2009, nas míticas ondas de Pipeline. A jovem atleta conversou com o BoogieChicks.com e com a sua Ilha no coração, falou-nos do seu percurso como atleta de Bodyboard e da experiência memorável que viveu em Pipeline.
Olá, fala-nos um pouco de ti, de como o bodyboard entrou na tua vida?
Comecei com um amigo em que apanhava ondas agarrada as suas costas. Adorei a sensação que senti e pedi à minha mãe para me comprar uma prancha de bodyboard. Ela não quis pois pensava que era muito perigoso e muito caro (agora é ela quem mais me apoia no meu desporto). Eu economizei algum dinheiro, comprei a minha primeira prancha e comecei a frequentar várias partes da ilha de Porto Rico. Adoro o estilo de vida de me aventurar por novos lugares e foi assim que decidi adoptar este desporto como meu.
Como é que foi o teu início na competição? E como passaste a correr o Circuito Mundial?
Comecei no mundo da competição com uma grande atleta, Natasha (Sagardia). Era ela quem, no início, me levava às competições locais. Antes de me iniciar neste desporto, eu jogava voleybol regional e o meu sonho no voleybol tinha sido representar a minha Ilha em competições internacionais. Uma vez que substitui o voleybol por bodybaord, continuei com o mesmo sonho. Então, como decidir correr o Circuito Mundial, para mim não há maior satisfação para um atleta que sai da sua terra que poder representar o seu país, ser um embaixador da sua terra é uma bênção. Por isso desfruto o Circuito Mundial pelo intercâmbio cultural que temos, pelas lições da vida e pelas novas famílias que formamos pelo mundo inteiro.
Como é para ti esta experiência de correr o Tour Mundial? Como é viajar constantemente, estar longe da família e amigos?
A experiência de correr o Tour Mundial é uma bênção, sou embaixadora da minha Ilha e isso enche-me de alegria. No entanto, é muito difícil deixar para trás os entes queridos por estar fora de casa a maior parte do tempo e também em dias festivos como nascimentos, aniversários, etc. Mas gosto muito de poder relacionar-me com outras culturas, de estar em constante aprendizagem, em todos os aspectos, como individuo e como atleta. Estar sempre a viajar é uma escola, é uma universidade ao vivo e a todas as cores.
Este ano conquistaste a vitória em Pipeline. Foi a tua primeira vitória numa etapa do Circuito Mundial? Qual foi a sensação de vencer? Foi especial por ser num sítio mítico como é Pipeline?
Wauuuuuuuuuuuu... posso dizer que foi o mais incrível que já experimentei na minha vida! Sempre tive esse sonho, mais que qualquer outro. Quando comecei a participar nas competições a nível internacional dizia sempre que a que queria ganhar era Pipeline. Desde a primeira vez que fui lá, nunca mais deixei de participar nessa competição. Fiz sempre tudo para ir ao Hawaii, custasse o que custasse. A vitória foi especial porque o Hawaii representa um grande sacrifício para mim mas ao mesmo tempo é a viagem que mais desfruto. Graças a Deus que consegui, pedi-Lho muitíssimo.
A final que te deu a vitória foi disputada entre as atletas de topo do ranking: Neymara (4 x campeã mundial), Jéssica e Eunate. Quando entras para um heat com tais adversárias, pensas que vais competir contra as atletas Top 1 e 2 mundiais? Como é que se ultrapassa essa pressão, se a sentes?
(Risos) Tentei não pensar nisso. Só pensei: vou surfar em Pipeline com pessoas grandes da modalidade, sem crowd no pico de Pipeline (que tem sempre muita gente), tenho de aproveitar a oportunidade e tentar divertir-me o mais possível… tinha 30 minutos em Pipeline só com mais três raparigas!
Qual é o balanço que fazes das etapas do Circuito Mundial que decorreram até agora?
Neymara tem muita energia para conseguir outro título mundial, Eunate Aguirre está cada vez mais consistente para poder conquistar o título. Por outro lado, estão a Jéssica e a Isabela do Brasil que também têm muita vontade de conseguir o título mundial
Quais são as tuas expectativas em relação ao Campeonato Mundial 2009? Há alguma etapa do Mundial que estejas mais ansiosa por participar?
Este ano quero terminar entre as quatro melhores e estou muito ansiosa por participar na etapa de Cofital , nas Canárias… Gostei muito dessa onda.
Como é ser bodyboarder em Porto Rico? Há muitas miúdas a praticar bodyboard?
O bodyboard em Porto Rico necessita de ser mais incentivado, é muito recente. Há raparigas a praticar mas deviam haver mais pois somos uma Ilha rodeada de ondas de calibre mundial
De que forma motivarias as miúdas do bodyboard a irem visitar o teu país? Como farias a promoção das ondas de Porto Rico?
Porto Rico tem ondas muito parecidas a Pipeline, com fundo rochoso, tem água quente, não é preciso usar fato... (Risos) Tem uma variedade de tipos de onda muito bom para treinar. Só não se pode praticar no Verão pois o mar não é consistente.
Conheces o projecto Boogie Chicks? Qual é a tua opinião sobre o conceito?
É um conceito muito bonito. Adorava poder levar uma actividade do Boogie Chicks para Porto Rico. Penso que projectos como este são a chave para que este maravilhoso desporto continue a crescer. Mil bençãos para a Catarina (que é um grande ser humano) e para a sua equipa de trabalho por todo o esforço realizado.
Partilha connosco os teus projectos ou sonhos futuros, dentro e fora do bodyboard
Gostaria de fazer projectos ambientais que juntem o desporto com a integração social, que levem mensagens de união, paz e amor. Gostaria que, com o meu exemplo, muitas mulheres ganhem força, trabalhem e lutem pelos seus sonhos pois estes podem sempre tornar-se realidade. Que as pessoas procurem mais Deus para que sintam gozo na sua vida. Gostaria que nunca se perca a essência deste desporto pela questão competitiva, que as pessoas sempre o desfrutem por ser uma ligação à natureza que transmite energia positiva. Gostaria de ser Campeã Mundial para ter oportunidade de continuar a transmitir esta mensagem às gerações futuras.
Deixa uma mensagem às miúdas que vão ler
a entrevista...
Agradeço a Deus por me dar tanto, às pessoas que pôs no meu caminho para que acredite mais em mim como Ruth Parra, Catarina Sousa e Neymara Carvalho (obrigada meninas), a todos aqueles que desejam sempre o melhor para o mundo. À minha família, a todos os que lutam por um mundo em harmonia com a natureza, a Jorge Gonzalez pelas suas técnicas. Aos meus patrocinadores Wahine, Custom X, Recreacion y Deporte de Puerto Rico por toda a ajuda.
Uma mensagem
Nunca se pode parar de sonhar, quando menos esperas chegará o momento, só pondo tudo nas mãos de Deus e tudo está decidido… claro, tendo em conta que nunca se pode parar de trabalhar pelos seus sonhos (Risos)
Muito obrigada, Luz, pela entrevista.
Boa sorte e felicidades!
boogiechicks.com
(entrevista realizada a 30 de Abril de 2009)
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