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ANA ESGAIO, NOVA PROMESSA DA NAZARÉ

Ana Esgaio é uma jovem promessa da Nazaré. Terra onde já se organizaram inúmeros eventos da modalidade e que tem provado que não é só em potencialidade de ondas que se destacam, mas também no potencial dos seus atletas dali provenientes.

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Já tínhamos reparado há cerca de 2/3 anos, que a Ana era uma miúda especial, pois ainda com a pouco técnica que tinha ela esforçava-se para conseguir chegar aos lugares cimeiros. Este ano, conseguiu pela primeira vez um titulo tão desejado, Campeã Nacional de Esperanças.

O Boogie Chicks elege Ana Esgaio como a atleta do mês e apresenta-te uma pequena entrevista para que a possas conhecer melhor.


Nome: Ana Sofia Valeriano Esgaio

Idade: 17 anos

Local: Nazaré

Clube/Escola: Club Desportos Alternativos da Nazaré (CDAN)

Praticas Bodyboard desde: 2007

Cor preferida: Azul

Prancha preferida: NMD Winchester

Onda preferida: Praia do Norte


Curiosidade tua que nos possas contar: Em 2008, o Dino Casimiro decidiu fazer uma surpresa a mim e ao meu irmão, inscrevendo-nos na penúltima etapa do Circuito Nacional Esperanças em Peniche, na praia dos Supertubos. A minha mãe insistiu para eu ir com ela e com o meu irmão ver a etapa e acabamos por ir. Quando lá chegamos o Dino Casimiro veio falar connosco, a informar que nos tinha inscrito, mas que não éramos obrigados a entrar, pois o mar nesse dia estava grande. Como tal decidi, não entrar, mas com alguma pena.



O teu maior sonho: Dar a volta ao mundo a surfar as melhores ondas.


1. Como é que o Bodyboard surgiu na tua vida e há quanto tempo?
AE:Tudo começou numa brincadeira com a minha amiga Rita Botas, no verão de 2000. Estavamos na praia e passou um grupo de miúdos por nós, o Salvador e Miguel Pratas e nós como éramos muito curiosas na altura decidimos ir experimentar e inscrevemo-nos nas aulas de verão do CDAN. No ano seguinte o meu irmão, Ricardo Esgaio, também mostrou interesse pela modalidade e foi assim que começou a minha paixão pelo bodyboard. Como não tínhamos o material, só fazíamos durante verão e nas aulas do Clube. Em 2007 a minha mãe comprou-nos o material e começamos a praticar a modalidade durante todo o ano, até que em 2008 o Dino Casimiro falou connosco e começamos a ir aos treinar com o resto do pessoal que andava em competição. Desde essa altura que o bodyboard se tornou numa paixão.


2. Como encaras o desporto na tua vida? É uma das tuas primeiras prioridades?

O AE: O desporto para mim é uma coisa essencial, daí ter voltado para o 10º ano novamente para seguir o Curso Profissional de Desporto. A seguir à escola, praticar actividade física é a minha segunda prioridade. Desde os 3 anos de idade que pratico desporto regularmente, começando na natação, passando pelo ballet, patinagem, andebol, etc... Mas o bodyboard foi sem dúvida aquele que me marcou mais, devido ao facto de não ter de estar fechada dentro de um pavilhão/sala e por poder estar em contacto com a natureza.


3. Ainda com a profissão de estudante, como concilias o estudo e o Bodyboard? Achas que ambas as coisas são compatíveis? Consegues obter bons resultados em ambos?

AE: Agora é difícil surfar visto que só tenho uma tarde livre, durante a semana. Mas sempre que posso vou surfar durante o fim-de-semana e tento tirar sempre o melhor rendimento das surfadas. Com esforço consigo obter bons resultados tanto na escola como na competição, embora às vezes se torne um pouco difícil.


4. Fazes algum treino especifico para o Bodyboard? Treinas com alguém?

AE: Neste momento não faço nenhum treino especifico para o Bodyboard, mas já pensei em ir para o ginásio. Os treinos que tenho tido são todos dentro de agua e orientados pelo João Vidinha, que é o meu actual treinador e a quem aproveito para agradecer todo o apoio que me tem dado. Mas quando vou surfar sem ser em treinos costumo ter a minha mãe a orientar-me e a tentar ajudar-me no que pode.


5. Como vês o Bodyboard em Portugal, quer em termos gerais e também em termos competitivos?

AE: Em termos gerais o bodyboard ainda não está muito reconhecido no nosso País. No entanto parece que ao longo dos tempos, o bodyboard está a ficar cada vez mais reconhecido a nível nacional. Em termos competitivos, Portugal tem muito bons atletas como é o caso de António "Tó" Cardoso, não tirando o mérito a todos os outros, mas o Tó em comparação com outros ainda é muito novo e tem um surf bastante evoluído. Pode ser um dos que pode levar o nome de Portugal mais longe.


6. E em termos femininos? O que achas que deveria ser feito para sermos mais?

AE: Em termos femininos ainda há poucas miúdas interessadas neste desporto. Acho que para incentivar mais a pratica do bodyboard era bom existir mais campeonatos apenas femininos e actividades relacionadas com o bodyboard.


7. Deixa aqui umas palavras de agradecimento ou aquilo que te vai na cabeça…

AE: Antes de mais quero agradecer a Boogie Chicks por me ter convidado para fazer esta entrevista.

Quero agradecer a minha mãe e ao meu irmão, que desde o inicio me apoiam e que estão sempre ao meu lado em praticamente todos os campeonatos. Ao CDAN, à Be Pure, à Refresh Boards e as TPS. Quero também agradecer as minhas amigas pela força, confiança e apoio que me dão, porque sem elas eu não tinha conseguido chegar onde cheguei.

Fotos

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