Charlotte Thiessen - Porto

Nome: Charlotte Johanna Thiessen (Lotti)
Data de Nascimento: 15 de Agosto de 1988
Naturalidade: Alemanha
Anos de Bodyboard: 5, comecei a surfar em 2003. No primeiro
ano e meio, andava aí sozinha e só surfava às vezes...
mas, fazendo as contas, são realmente 5 anos...
Competição ou free-surf: definitivamente free-surf
mas aprecio a competição por me mostrar sempre o nível
que é possível atingir e, claro, pelo convívio e
pelas viagens que se acaba sempre por fazer em conjunto.
Apoios/patrocínios: Playground
Spots onde surfas: Leça da Palmeira, Maceda, Espinho
e Matosinhos, em casos de desespero.
Onda favorita: Leça da Palmeira, Supertubos, PN
(apesar de só ter lá surfado duas vezes, foram definitivamente
das melhores surfadas da minha vida).
Manobra de eleição: El Rollo, Tubo
Viagens realizadas: em Portugal, desde Sagres, Alentejo,
Peniche, Nazaré, Figueira, ate Viana de Castelo e Moledo... fora
de Portugal, Marrocos e Lacanau (França).
Viagem de sonho: para dizer a verdade é uma lista
sem fim! Adorava ir à Indonésia, Costa Rica, México,
Austrália etc... e, de certeza, mil outros sítios que neste
momento não me estou a lembrar...
Fonte de inspiração: definitivamente os meus companheiros
de surfada... todo o pessoal lá de Leça, com especial destaque
para o Nuno (Azevedo) e Manel (Centeno) que sempre puxaram imenso por
mim
Momento mais marcante enquanto bodyboarder: momento bom:
o 1º tubo... momento mau: um valente susto na praia da Memória
em que já me estava a ver esmigalhada contra umas rochas, com um
set a entrar mesmo à minha frente...
As ondas nortenhas são o palco frequente
do bodyboard de Charlotte Thiessen. Dividida entre o
prazer do free-surf e o nervoso miudinho da competição, esta atleta não
resiste a deslizar nas ondas.
Fica a conhecer melhor esta chick com pronúncia do Norte!
Charlotte, conta-nos com foi o teu início no bodyboard,
alguém te influenciou?
A minha primeira surfada foi com um amigo da minha turma que era viciadíssimo
no bodyboard. Eu sempre tive um fascínio muito grande pelo mar
e decidi acompanhá-lo um dia. Nesse mesmo Verão, passei
duas semanas em Lacanau, em que surfei quase todos os dias e quando voltei
ao Porto já se tinha instalado o bichinho. Já não
havia volta a dar...
Com que frequência apanhas ondas?
Vai dependendo do estado das coisas na faculdade... embora tente sempre
conciliar ambas as coisas, às vezes não surfo durante uma
ou duas semanas inteiras, como por outro lado pode haver semanas em que
estou todos os dias na praia. De resto tento sempre reservar os fins de
semana ao bodyboard.
No teu perfil, disseste que gostas mais de free-surf
mas para além da "parte social", qual a importância
que os campeonatos têm para ti?
(risos) Para mim a competição (para além da parte
do convívio que já referi) é um instrumento de evolução
que, no entanto, tem de ser bem doseado. Acho que sobretudo quero estar
bem com o meu surf. Quanto ao CNBB, não foi uma coisa sobre a qual
tivesse reflectido muito ano passado. Este ano já é diferente.
Espero poder comparecer a, pelo menos, três etapas.
O que te leva a entrar ou não numa etapa?
Ir lá com amigos, conhecer um síitio novo, surfar outras
ondas, ver o nível da "concurrência" e
divertir-me nos 15 minutos de adrenalina e um pico só para nós...
Em termos da modalidade, que valor tem a competição?
Acho que é crucial para a divulgação do
desporto. Até porque temos em Portugal atletas que competem a nível
mundial o que se acaba reflectir a nível nacional.
Venceste dois Circuitos Universitários, ainda há
pouco tempo. o que significam para ti essas vitórias?
É óbvio que as vitórias não me são
indiferentes. Fico, aliás, muito contente com estes resultados
e servem como motivação para surfar cada vez mais e melhor.
Como está o nível do bodyboard nortenho? Há
miúdas na água? Há bodyboard com pronúncia
do Norte?
(risos) Infelizmente ainda não há muitas raparigas a praticar
bodyboard cá no Norte.
É pena porque acho que as raparigas lá em baixo têm
uma "comunidade" grande e, assim, vão puxando umas pelas
outras.
A felicidade é sempre grande quando vejo uma rapariga na água
e, claro, que quando surfo com a Carolina (Gaspar) é só
rir… (risos)
Como é q achas que isso pode mudar? Como se pode incentivar
a que mais miúdas entrem na água?
Ora ai está uma pergunta difícil…
Acho que a Escola da Linha de Onda já está a fazer um bom
trabalho a esse nível. Para as raparigas costuma ser mais fácil
começar a partir de aulas porque, realmente, é um meio bastante
dominado pelo lado masculino e, muitas vezes, elas não têm
"lata" suficiente para se estarem a mitrar* aos meninos...
(risos)
*in dicionario norte-sul: mitrar = colar (risos)
E individualmente, o que é cada boogie chick pode
fazer, em prol do desporto e da sua divulgação? Tens alguma
ideia?
Eu acho que começa por uma atitude na água, de apoiar outras
raparigas que lá estejam. Um simples: "dá-lhe"
no início de uma onda, às vezes, já chega como motivação
e pode fazer com que te sintas mais confortável no pico.
Depois, claro, é combinar umas surftrips, dar umas "bugas"
aos picos com mais difícil acesso, etc.
Conheces o projecto Boogie Chicks?
Qual é a tua opinião sobre o conceito?
Sinceramente não conheço muito bem o projecto, nem nunca
tive oportunidade de participar.
Este ano, já soube que vêm cá a cima, aos sítios
mais recônditos, e é claro que lá estarei a dar uma
força as meninas!
Para terminar, quais são os teus maiores sonhos, no bodyboard
e na tua vida em geral?
Quanto ao bodyboard é nunca ter de deixar de surfar, continuar
sempre a evoluir e viajar!
Quanto a vida em geral, a curto prazo acabar a Licenciatura de Literatura,
a médio prazo tirar outro curso mais ligado as artes visuais e
a longo prazo encontrar o caminho certo no meio disto tudo! =)
Queres deixar alguma mensagem final para as chicks que
vão ler a entrevista?
Sigaaaaaa pa dentro de água!
Obrigada pela entrevista e boa sorte para as competições
futuras!
boogiechicks.com
(entrevista realizada a 1 de Junho de 2008)
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