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Maria Lourenço - Caldas da Rainha


Nome: Maria Lourenço

Alcunha: Alcunha não tenho, mas alguns amigos chamam-me Maria Tonta ainda não percebi qual o motivo! (risos)

Data de Nascimento: 16 de Agosto de 1992

Naturalidade: Caldas da Rainha

Anos de Bodyboard: 3 (comecei a praticar em 2007)

Competição ou free-surf: Gosto muito de free-surf e é o que me faz sentir realmente bem. No entanto, percebo que é a competição que me faz sentir mais completa como atleta.

Apoios/patrocínios: - WeSC e Surfoz Girls

Spots onde surfas: Foz do Arelho e Peniche

Onda favorita: Nacional - Supertubos, internacional - La Santa

Manobra de eleição: El Rollo

Viagens realizadas: Canárias, Angola, Açores, Madeira, Cabo Verde.

Viagem de sonho: Filipinas... hmm, não. Ilhas Reunião!

Fonte de inspiração: Pierre Louis-Costes

Momento mais marcante enquanto bodyboarder: Quando ganhei o European Pro Junior, na Figueira da Foz.


Apesar de não praticar bodyboard há largos anos, Maria Lourenço venceu recentemente o evento internacional European Pro Junior. Com a vitória bem presente, a jovem atleta conversou com o BoogieChicks.com e deu-se a conhecer numa conversa tranquila.


Como foi o teu início na modalidade? Tiveste a influência de alguém?

Os meus primos fazem surf e sempre me incentivaram a praticar um desporto de ondas. A minha mãe também sempre apoiou e não hesitou em inscrever-me numas aulinhas.

Apesar de não praticares há muitos anos, tens participado em competições. O que te leva a competir?
O que me leva a competir é tornar-me mais completa como atleta, porém nem sempre tenho motivação para competir.

Fazes alguma preparação especial antes dos campeonatos?
Não faço uma preparação especial antes dos campeonatos, porque ninguém se prepara em uma semana para um campeonato. É necessário fazer um trabalho contínuo. Durante o Inverno costumo ir nadar, durante o Verão corro ou ando de bicicleta e para me divertir jogo ténis, às vezes.

Participaste, no passado fim de semana, no Figueira Junior Wave Fest, podes falar-nos deste novo evento, do ambiente, das ondas, das prova…

O evento Figueira Junior Wave Fest contou com duas competições: uma etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Esperanças e o European Pro Junior. O ambiente fora de água estava alegre, muitos atletas inscritos, boas ondas e uma boa estrutura de apoio.

Como estava o nível competitivo entre as miudas? Muito nervosismo?

Os nervos existem sempre... É normal que sendo o primeiro European Pro Junior e, para muitos o primeiro campeonato internacional, que os nervos aumentem.
O nível entre as miúdas estava alto, todas com um nível de surf semelhante, no entanto, com níveis técnicos diferentes. A presença de atletas de outros países foi bastante importante para aumentar a fasquia e, sem dúvida, que foi um dos factores para o nível aumentar.

Como te sentiste ao alcançar a vitória na prova?

Foi inexplicável. Uma semana antes tinha dito que não queria ir ao campeonato, depois acabei por ir. Quando cheguei à Figueira o mar estava bastante pequeno e consegui não desmotivar, até que o mar foi ficando cada vez melhor e senti que poderia divertir-me bastante e focar-me no campeonato. Foi uma coisa que aconteceu, fui passando heat a heat, só quando entrei dentro de água na final é que me apercebi que queria realmente ganhar, e acreditei até ao fim que iria conseguir.
Claro que é diferente ganhar um evento internacional do que um evento nacional, não pelo nível de atletas (pois cá temos muito bom nível no feminino) mas pelo título.

Quais são os teus planos em termos competitivos para o resto do ano? A vitoria deu-te motivação para novos desafios?
Sem dúvida que a vitória foi o impulso para o resto do ano, pois andava sem vontade nenhuma de competir. Para o resto do ano pretendo fazer o Nacional Open na íntegra, Sintra Pro, Miss Sumol Cup, etapa do Mundial em Confital (prémio do European Pro Junior) e se houver mais etapas do Europeu pretendo fazer.

Tens participado em diversos eventos do Boogie Chicks. Qual é a tua opinião sobre o conceito?
Ultimamente não tenho participado por muita pena minha, mas tenho colaborado com a Catarina no que posso. Acho que o trabalho que a Catarina está a desenvolver é de louvar e já faz a diferença.

Para terminar, umas perguntas de resposta rápida: três palavras que te descrevam.
Amiga, divertida, e... nao sei (risos)

Uma curiosidade sobre ti.
uiii... quando estou nervosa começo a suspirar e a fazer força com os dedos dos pés (risos) Esta vai ser muito polémica! (risos)

Um ritual ou superstição antes de entrares na água.
Não diria ritual, mas entro sempre dentro de água a cantar.

Um sonho.
Apanhar boas ondas, viajar, e ser feliz!


Obrigada por esta conversa. Boas ondas!


(entrevista realizada em Julho de 2010)



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